Diversidade sim, desigualdade não!
Cultura e pluralidade cultural e Cidadania. 367 alunos participantes.
Participaram alunos dos anos finais do Ensino Fundamental.
Houve participação de direção, coordenação, professores, pais, funcionários e comunidade.
Como surgiu a ideia?
O Projeto “Diversidade SIM, Desigualdade Não”, surgiu do desejo dos Professores do Ensino Fundamental – II, nas Acs (Atividades complementares), em trabalhar conteúdos voltados para as mais diversas áreas do conhecimento, com os temas transversais, enfocando a diversidade como temática principal, em oposição às desigualdades sociais, já que acreditamos que é no espaço escolar que podemos minimizar tais efeitos, dentro da sociedade. A inclusão, o respeito ao outro, o trabalho em equipe, a afetividade, amizade, o dizer não ao bulling, entre outros, são atitudes indispensáveis para o combate ao preconceito. Assim, é preciso saber respeitar as pessoas, respeitar as diferenças e acima de tudo saber conviver com as singularidades dos sujeitos. O mundo, as pessoas, se constitui com as diferenças e não com as igualdades, e é essa diversidade que torna o mundo atraente, que nos tornam atraentes, enquanto seres humanos, plurais. Diante disso, reiteramos o interesse por trabalhar esse projeto, e o desejo de fomentar a valorização e a reflexão acerca das características étnicas e culturais dos alunos e ao mesmo tempo oferecer-lhes a possibilidade de conhecer e conviver com o outro, e que, esse outro é sujeito de direitos.
Quais são as principais atividades desenvolvidas e como elas acontecem?
A nossa oficina de abertura teve como título o nome do nosso projeto e ela foi iniciada pedindo aos alunos que enchessem a bola, pensando nos problemas que encontram no seu dia a dia. Em seguida distribuímos um questionário para colher o conhecimento que eles tinham sobre o assunto e sua compreensão. Recolhemos os dados para análise posterior. Trabalhamos com vídeo e o livro "Diversidade", de Tatiana Belinky, fundamentando a discussão.Foi feita também a avaliação do encontro através de fichas. Nelas os alunos registraram carinhas colocando o seu nível de satisfação. A partir dessa sensibilização, aplicamos as oficinas sub-temáticas a partir dos pontos encontrados nas avaliações, adequando as demais oficinas que já tinham sido planejadas pelos professores.
Quais os resultados de aprendizagem e sociais alcançados?
Tivemos uma redução considerável dos conflitos em nosso espaço escolar, diminuição das ocorrências nos casos de bulling, entre outros.
Quais as ações desenvolvidas que podem melhorar o IDEB da escola e como elas acontecem?
Acreditamos que contribuirá, pois incentivamos o protagonismo juvenil, a autonomia, a autoestima, o respeito, a solidariedade, a afetividade, o trabalho em grupo, o respeito às crenças, a opção sexual, a higiene,o cuidado com o corpo, a busca pelo seu projeto de vida e a aproximação com os mais variados conteúdos dos currículo. Queremos também registrar que muitos dos nossos alunos, a partir das ações desse projeto, foram selecionados em concursos de redação, jornalísticos e também tornaram-se monitores das oficinas juntamente com os professores.
Responsável pelo projeto:
Nome: Massia Katiane Mota Aragão
Apesar das dificuldades existentes, a nossa Escola é reconhecida pela comunidade feirense, no compromisso com a qualidade da Educação Pública que oferece, destacando-se entre as demais Escolas da Rede Municipal de Ensino.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Nomeação de professores
Na semana em que se comemora o Dia do Professor, celebrado em todo o País no dia 15 de outubro, a Secre¬taria da Educação do Estado da Bahia anuncia a nomeação de 1.559 pro¬fessores aprovados no mais recente concurso para docente do Estado. Esse é o primeiro grupo de um total de 3.200 docentes que serão nomeados até o início do ano letivo de 2012.
Parabenizo todos os professores das escolas baianas, incluindo os novos companheiros concursados, que vem reforçar o time dos 40 mil professores da rede estadual. Mais do que dar os parabéns, eu faço questão de reafirmar que o professor é uma categoria fundamental para a educação. É evidente que o foco é o estudante, mas sem professor não há educação. Eu quero me congratular especialmente com cada professor que está se mobilizando para melhorar a qualidade da Educação. Afinal, nós da Secretaria da Educação, nós professores, temos a missão de garantir aos nossos jovens, adultos e crianças o direito de aprender. O direito de aprender é um direito que se insere entre os direitos fundamentais do homem, da criança, do adolescente e nós temos que assegurar esse direito. E para que esse direito se concretize, tem que ser um direito com grande qualidade. Eu tenho certeza de que, neste momento em que renovamos os nossos votos, nesse dia de homenagem aos professores, reafirmamos a nossa luta pela busca da melhoria da qualidade da educação em nosso estado, pela qualidade do ensino em cada uma das nossas escolas. Mais uma vez, parabenizo todos e todas pelo Dia do Professor e desejo muito sucesso nessa jornada de trabalho.
Fonte :Ano II - N° 91 - Jornal Mural - Secretaria da Educação do Estado da Bahia | de 10 a 14 de outubro de 2011. Assessoria de Comunicação
e-mail: nossaescola@educacao.ba.gov.br
Parabenizo todos os professores das escolas baianas, incluindo os novos companheiros concursados, que vem reforçar o time dos 40 mil professores da rede estadual. Mais do que dar os parabéns, eu faço questão de reafirmar que o professor é uma categoria fundamental para a educação. É evidente que o foco é o estudante, mas sem professor não há educação. Eu quero me congratular especialmente com cada professor que está se mobilizando para melhorar a qualidade da Educação. Afinal, nós da Secretaria da Educação, nós professores, temos a missão de garantir aos nossos jovens, adultos e crianças o direito de aprender. O direito de aprender é um direito que se insere entre os direitos fundamentais do homem, da criança, do adolescente e nós temos que assegurar esse direito. E para que esse direito se concretize, tem que ser um direito com grande qualidade. Eu tenho certeza de que, neste momento em que renovamos os nossos votos, nesse dia de homenagem aos professores, reafirmamos a nossa luta pela busca da melhoria da qualidade da educação em nosso estado, pela qualidade do ensino em cada uma das nossas escolas. Mais uma vez, parabenizo todos e todas pelo Dia do Professor e desejo muito sucesso nessa jornada de trabalho.
Fonte :Ano II - N° 91 - Jornal Mural - Secretaria da Educação do Estado da Bahia | de 10 a 14 de outubro de 2011. Assessoria de Comunicação
e-mail: nossaescola@educacao.ba.gov.br
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Contra ao desrespeito aos Professores
Projeto de Lei 267/11
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante. IndisciplinaDe acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante. IndisciplinaDe acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html
terça-feira, 26 de julho de 2011
5° Prêmio Professores do Brasil
Educadores de todo o país podem se inscrever até 15 de setembro, pela internet
Com o objetivo de premiar as melhores experiências pedagógicas em desenvolvimento ou desenvolvidas por professores da rede pública, em todas as etapas da educação básica, o 5° Prêmio Professores do Brasil irá receber, até 15 de setembro, trabalhos que, comprovadamente, tenham tido êxito no enfrentamento de situações-problema.
A ficha de inscrição, o regulamento e demais informações sobre a premiação estão disponíveis no site www.premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br. Serão premiados 40 professores que receberão o valor de R$ 5 mil, além de diploma e troféu. O Instituto Federal de Pelotas será responsável pela análise dos documentos. Já a avaliação dos trabalhos será feita por uma comissão de educadores e especialistas convidados pelo Ministério da Educação. A solenidade de entrega do prêmio acontece em Brasília, no final do ano.
Uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), o concurso é fruto da parceria com a Fundação SM, Intel, Instituto Votorantim e Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares), além do apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).
Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=13171
Com o objetivo de premiar as melhores experiências pedagógicas em desenvolvimento ou desenvolvidas por professores da rede pública, em todas as etapas da educação básica, o 5° Prêmio Professores do Brasil irá receber, até 15 de setembro, trabalhos que, comprovadamente, tenham tido êxito no enfrentamento de situações-problema.
A ficha de inscrição, o regulamento e demais informações sobre a premiação estão disponíveis no site www.premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br. Serão premiados 40 professores que receberão o valor de R$ 5 mil, além de diploma e troféu. O Instituto Federal de Pelotas será responsável pela análise dos documentos. Já a avaliação dos trabalhos será feita por uma comissão de educadores e especialistas convidados pelo Ministério da Educação. A solenidade de entrega do prêmio acontece em Brasília, no final do ano.
Uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), o concurso é fruto da parceria com a Fundação SM, Intel, Instituto Votorantim e Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares), além do apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).
Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=13171
Ensino fundamental poderá ter jornada de sete horas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 450/11, do deputado licenciado Thiago Peixoto (GO), que define os critérios que os gestores de escolas públicas de educação básica devem adotar para garantir o padrão de qualidade previsto na Constituição. O texto também especifica as penalidades impostas aos responsáveis que deixarem de adotar os procedimentos previstos.
Entre os critérios obrigatórios de qualidade propostos constam a jornada escolar universal em tempo integral, de pelo menos sete horas diárias no ensino fundamental e de cinco horas no ensino médio. O magistério público também deve contar com plano de carreira e exigir titulação mínima de todos os profissionais da educação.
A proposta estabelece outros cinco critérios para a melhoria da qualidade do ensino:
- programa de formação continuada para os profissionais do magistério e servidores técnico-administrativos, de duração anual, e com dotação orçamentária específica;
- período de tempo semanal dedicado a atividades de planejamento e estudo coletivo, inserido na jornada de trabalho dos profissionais da educação;
- elaboração pelas escolas de seus próprios planos de educação, em consonância com o Plano Nacional de Educação;
- padrões definidos de infra-estrutura e funcionamento das escolas, de acordo com a relação custo/aluno/padrão/qualidade periodicamente calculada para cada etapa e modalidade da educação básica;
- estratégias diferenciadas na oferta de educação infantil, a fim de que todas as crianças na faixa etária de zero a cinco anos recebam a atenção educacional adequada.
Melhora progressiva
De acordo com o projeto, a qualidade do ensino fundamental e médio deverá ser avaliada periodicamente. A cada avaliação, as médias de resultados deverão ser superiores às anteriormente verificadas. Para tanto devem ser desenvolvidas ações específicas, com a necessária alocação de recursos financeiros em volume compatível com os esforços a serem empreendidos em cada sistema e rede pública de ensino.
A proposta determina também que enquanto houver estudantes com aproveitamento inferior ao mínimo aceitável, as unidades da Federação deverão desenvolver essas ações específicas, com destinação de recursos em escala compatível com a necessidade de superação das causas da insuficiência.
Penalidades
O descumprimento dessas regras, segundo a proposta, será considerado crime de responsabilidade, infração político-administrativa e ato de improbidade administrativa. Além disso, levará à suspensão das transferências voluntárias, relativas à educação, da União ao estado ou ao município, enquanto não forem superadas as irregularidades.
Tramitação
A proposta é idêntica ao PL 7420/06, da ex-deputada Professora Raquel Teixeira (GO), ao qual está apensado. Os projetos serão analisados pelas comissões de Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirão para o Plenário.
Thiago reapresentou seu projeto porque o anterior havia sido arquivado, mas ele foi desarquivado depois, e agora tramitam em conjunto.
Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/200216-ENSINO-FUNDAMENTAL-PODERA-TER-JORNADA-DE-SETE-HORAS.html
Entre os critérios obrigatórios de qualidade propostos constam a jornada escolar universal em tempo integral, de pelo menos sete horas diárias no ensino fundamental e de cinco horas no ensino médio. O magistério público também deve contar com plano de carreira e exigir titulação mínima de todos os profissionais da educação.
A proposta estabelece outros cinco critérios para a melhoria da qualidade do ensino:
- programa de formação continuada para os profissionais do magistério e servidores técnico-administrativos, de duração anual, e com dotação orçamentária específica;
- período de tempo semanal dedicado a atividades de planejamento e estudo coletivo, inserido na jornada de trabalho dos profissionais da educação;
- elaboração pelas escolas de seus próprios planos de educação, em consonância com o Plano Nacional de Educação;
- padrões definidos de infra-estrutura e funcionamento das escolas, de acordo com a relação custo/aluno/padrão/qualidade periodicamente calculada para cada etapa e modalidade da educação básica;
- estratégias diferenciadas na oferta de educação infantil, a fim de que todas as crianças na faixa etária de zero a cinco anos recebam a atenção educacional adequada.
Melhora progressiva
De acordo com o projeto, a qualidade do ensino fundamental e médio deverá ser avaliada periodicamente. A cada avaliação, as médias de resultados deverão ser superiores às anteriormente verificadas. Para tanto devem ser desenvolvidas ações específicas, com a necessária alocação de recursos financeiros em volume compatível com os esforços a serem empreendidos em cada sistema e rede pública de ensino.
A proposta determina também que enquanto houver estudantes com aproveitamento inferior ao mínimo aceitável, as unidades da Federação deverão desenvolver essas ações específicas, com destinação de recursos em escala compatível com a necessidade de superação das causas da insuficiência.
Penalidades
O descumprimento dessas regras, segundo a proposta, será considerado crime de responsabilidade, infração político-administrativa e ato de improbidade administrativa. Além disso, levará à suspensão das transferências voluntárias, relativas à educação, da União ao estado ou ao município, enquanto não forem superadas as irregularidades.
Tramitação
A proposta é idêntica ao PL 7420/06, da ex-deputada Professora Raquel Teixeira (GO), ao qual está apensado. Os projetos serão analisados pelas comissões de Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirão para o Plenário.
Thiago reapresentou seu projeto porque o anterior havia sido arquivado, mas ele foi desarquivado depois, e agora tramitam em conjunto.
Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/200216-ENSINO-FUNDAMENTAL-PODERA-TER-JORNADA-DE-SETE-HORAS.html
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Se escola fosse estádio e educação fosse Copa, por Jorge Portugal
Passei, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.
Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.
Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?
E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao Senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União, com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.
O outro projeto, do mesmo Cristovam, é uma verdadeira “bomba do bem”. Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados (estaduais e federais), senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas, sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator. E não anda. E ninguém sabe dele.
Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senador Valadares (antoniocarlosvaladares@senador.gov.br) pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”? É um ato cívico simples. Pela educação. Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.
Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa “Tô Sabendo”, da TV Brasil.
Fonte: Terra Magazine
Tags: por Jorge Portugal, Se escola fosse estádio e educação fosse Copa
Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.
Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?
E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao Senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União, com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.
O outro projeto, do mesmo Cristovam, é uma verdadeira “bomba do bem”. Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados (estaduais e federais), senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas, sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator. E não anda. E ninguém sabe dele.
Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senador Valadares (antoniocarlosvaladares@senador.gov.br) pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”? É um ato cívico simples. Pela educação. Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.
Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa “Tô Sabendo”, da TV Brasil.
Fonte: Terra Magazine
Tags: por Jorge Portugal, Se escola fosse estádio e educação fosse Copa
domingo, 10 de julho de 2011
Projeto de Lei 267/11
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html
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